O Modelo Pedagógico do Movimento da Escola Moderna portuguesa é um produto do trabalho de educadores e professores que ao longo de cinquenta anos se vêm a reunir num projeto de autoformação cooperada, perseguindo a construção da democracia na escola e na sociedade, pela promoção dos direitos do Homem e da Criança. (Folque & Bettencourt, 2018). A autoformação cooperada constitui, então, “o cadinho gerador dessa intervenção/transformação social” (Folque, 2011), assumindo-se o MEM como movimento social de desenvolvimento humano e de mudança pedagógica (Niza, 2009)”.
Segundo Sarmento, Fernandes, & Tomás, (2017) a conceção de criança renova-se para uma imagem de criança enquanto agente social competente, produtora de cultura própria, capaz de transmitir ao mundo a sua ação e pensamento através de linguagens múltiplas, ser cidadão e ser social que é visto no presente e não numa perspetiva do que virá a ser.
As atividades propostas diariamente são, antes de tudo, atividades humanas e, por tal, marcadas pela cultura. É nesse sentido que elas contêm o potencial para o desenvolvimento das qualidades humanas nas suas diversas dimensões (Folque & Bettencourt, 2018).