História

A história do CCF não pode ser contada isoladamente; ela é o amadurecimento prático do sonho de Monsenhor Alves Brás. Se a Obra de Santa Zita (1931) foi o primeiro passo, o Instituto Secular das Cooperadoras da Família (1933), como segundo passo, foi a alma da missão. O CCF surge em 1960 como expressão concreta da Missão, para a formação integral da Família, para além das empregadas domésticas.

  1. A Génese: Responder às necessidades da Família

Na década de 60, o Padre Joaquim Alves Brás intuiu que o contexto social de Portugal exigia respostas mais estruturadas para as famílias pelo que o CCF, juntamente com o Jornal da Família, nasceu para dar corpo social e apostólico à missão específica das Cooperadoras da Família: ‘o cuidado da santificação da família’. Um sonho do Padre Brás – formar e apoiar as famílias, aos vários níveis, na vivência da sua vocação e missão de esposos, pais/educadores.

  1. A Formalização e o Reconhecimento (Anos 80)

O crescimento da Obra do Padre Brás exigiu uma adaptação ao quadro legal português. Entre 1983 e 1985, a pedido do Instituto Secular das Cooperadoras da Família, o CCF atingiu um marco decisivo: o reconhecimento como Pessoa Jurídica Canónica e a sua oficialização como IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social). Esta mudança permitiu ao CCF profissionalizar a sua gestão e estabelecer protocolos com o Estado, garantindo a sustentabilidade de creches, lares e centros de dia.

  1. Expansão e Profissionalização (Anos 90)

Nos anos 90, a OSZ inicia, com a Fundação Monsenhor Alves Brás (FMAB) uma escola de ensino técnico profissional assegurando, deste modo, a continuidade de um dos pilares mais fortes da Obra do Padre Brás: Prevenir pela Formação.

  1. O Presente: Eixo Central a Unificação

Hoje, confrontado com os inúmeros desafios decorrentes da continua transformação social e da necessidade de rentabilizar recursos humanos e financeiros, unificando processos e procedimentos, o Instituto Secular das Cooperadoras da Família, motor dinamizador de toda a Obra do Padre Brás, após uma séria reflexão suportada por apoio técnico, nas diversas áreas, decidiu incorporar toda a atividade e serviços realizados pela OSZ e FMAB no Centro de Cooperação Familiar. Com este processo o ISCF pretende uma reorganização mais ágil na resposta às necessidades concretas das famílias.

Atualmente, o CCF é uma Instituição que garante:

  • Gestão Unificada: Otimização de recursos financeiros e humanos na convicção de que a unificação de recursos reduz a dispersão, aumenta a eficácia da Missão, reforçando a fidelidade ao Carisma centrado na Família.
  • Continuidade: A certeza de que a cooperação com a Família continua com a transferência de toda a atividade e respetivos estabelecimentos, antes geridos pela OSZ e FMAB, para a gestão do CCF, sem qualquer impacto no desenrolar do dia a dia, quer a nível dos utentes quer dos colaboradores.
  • Fidelidade ao Carisma: A integração de todas as atividades no CCF reflete com maior fidelidade o carisma e a missão do ISCF, conferindo-lhe maior visibilidade e coerência em torno do seu propósito central: ‘salvar a família para, assim, salvar o mundo’.

Conclusão: Com esta incorporação, o CCF evoluiu de uma resposta local para uma resposta nacional, para uma organização mais forte e centralizada. Ele é, hoje, a face visível e operante do testemunho de Monsenhor Alves Brás, atualizando o legado carismático numa estrutura profissional de apoio social que acompanha o ser humano em todas as etapas da vida.

Uma só Instituição. A mesma Missão. No centro… a Família

1931
1931

No dia 1 de abril, o Padre Joaquim Alves Brás dá início à Fundação da Obra de Previdência e Formação das Criadas (OPFC), para responder a um grave problema dos anos 30 – o êxodo de um elevado número de jovens e adolescentes, das aldeias para as cidades, em busca de um trabalho, quase sempre precário e sem proteção legal, em condições e ambientes, a maior parte das vezes, degradantes.

1932
1932

No dia 12 de abril dá-se a aprovação civil pelo Governador da Guarda e no dia 25 de abril dá-se a aprovação canónica pelo Bispo Diocesano, D. José Alves Matoso.
Com a primeira festa de Santa Zita a 27 de abril sucede a inauguração oficial da Obra. No entanto, só a 1 de agosto se abre a primeira Casa de Santa Zita, na Guarda.

1945
1945

No dia 4 julho dá-se a transferência da Sede Diretiva e Administrativa da Obra, da Guarda para Lisboa.

1946
1946

Em 19 junho, o Padre Brás é nomeado Assistente Geral da OPFC pelo Cardeal Patriarca de Lisboa.

A Obra de Previdência e Formação das Criadas passou para âmbito Nacional e mereceu a Aprovação e registo oficial, pelo Sub-Secretário de Estado da Assistência Social, por despacho de 21 de junho de 1946, por parte da Direção Geral da Assistência. O novo Regulamento foi aprovado por despacho publicado no Diário do Governo (II Série) de 9 de julho. Este Regulamento foi aprovado pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa em 9 de julho desse mesmo ano.

1957
1957

No dia 27 abril dá-se o início das celebrações das Bodas de Prata da OPFC (a celebração do Jubileu decorrerá até 22 de junho de 1958).

1966
1966

No dia 7 de março, o Mons. Alves Brás sofre um acidente de automóvel, na estrada entre Coimbra e Leiria. Em consequência deste desastre, no dia 13 de março morre vítima de uma embolia, no Hospital de Jesus, em Lisboa. 

1982
1982

Celebração das Bodas de Ouro da OPFC.

1984
1984

Reestruturação da Obra: Novos Estatutos e Regulamentos, ampliação do seu âmbito de ação, passando esta a ser uma Instituição Particular de Solidariedade Social. Com esta reestruturação, a OPFC alterou a sua designação para Obra de Santa Zita (OSZ).

2006-2007
2006-2007

Celebrações nacionais e locais dos 75 anos da Obra.

2015
2015

Na sequência da alteração da legislação referente às Instituições Particulares de Solidariedade Social, os Estatutos da OSZ foram também revistos e alterados.