O Centro de Cooperação Familiar reuniu, em Fátima, coordenadoras e colaboradoras de todo o país num encontro dedicado a reforçar a unidade da missão, apresentar o Plano Estratégico 2026/2030 e tecer, juntas, o futuro da instituição.
O Centro de Cooperação Familiar (CCF) reuniu, no passado dia 16 de julho, em Fátima, coordenadoras e colaboradoras dos vários centros espalhados pelo país. Cooperadoras da Família, coordenadoras dos equipamentos e diversas profissionais – diretoras técnicas, coordeadnoras pedagógicas, assistentes sociais, educadoras de infância, entre outras – encontraram‑se para tecer juntas o futuro da instituição.
Sob o lema “Tecendo juntas o futuro – uma missão, muitos fios, uma só trama”, um dos objetivos centrais do encontro foi comunicar a reorganização do CCF, que passou recentemente a integrar as atividades e serviços da Obra de Santa Zita e da Fundação Monsenhor Alves Brás, reforçando a unidade e a continuidade da missão. Neste contexto, foi apresentado o Plano Estratégico CCF 2026/2030, documento orientador que define prioridades, metas e linhas de ação para os próximos anos.
O Plano assenta em seis eixos estruturantes:
- Consolidar a reorganização institucional e fortalecer a missão
- Prosseguir os fins da ação social
- Apostar na formação integral de agentes de transformação social
- Investir na inovação e transformação digital
- Promover uma cultura de sustentabilidade
- Liderança e comunicação em estilo sinodal
O encontro permitiu também revisitar as raízes do CCF, que encontram rosto e inspiração no seu fundador, o Pe. Joaquim Alves Brás. Hoje, essa herança traduz‑se no compromisso: “Uma só instituição. A mesma missão. No centro… a Família!”
Durante a tarde, uma dinâmica assente no simbolismo do “tecer” e dos “fios” convidou as participantes a refletir sobre o contributo de cada uma para esta missão, os desafios que enfrentam e a instituição que desejam “entregar” às famílias que acompanham. No final, os fios entregues a cada participante foram atados e entrelaçados, simbolizando o trabalho conjunto que sustenta o CCF.
Os testemunhos recolhidos atestam a importância da iniciativa.
Inês Santos | CCF Castelo Branco
“O que eu levo deste dia é uma projeção de futuro. Estou na Obra de Santa Zita há muito tempo, agora Centro de Cooperação Familiar, e já ouvimos muitas vezes falar dos valores do Padre Brás. Sinto que eles são tão importantes hoje como serão no futuro. É bom sentir esta ligação entre todos os centros, no fundo, somos um. Somos uma grande família.”Carina Gonçalves | CCF Porto
“Foi a primeira vez que estive neste encontro. Levo muita aprendizagem e muito conhecimento. Conhecer outras colegas é fundamental, perceber que partilhamos os mesmos medos, os mesmos objetivos e também as mesmas vitórias. Este momento ajudou‑nos a fazer uma pausa, a refletir, a estarmos mais à vontade umas com as outras. Perceber que os desafios não são só nossos, são gerais. E acreditar que vamos conseguir ultrapassar. O Padre Brás foi um visionário; temos de levar essa visão por caminhos mais abertos, com inovação, acreditando sempre num futuro melhor.”Antonieta Martins | CCF Covilhã
“Só quero dizer obrigada por este dia. Gostei mesmo muito. Foi também uma espécie de formação, de convívio informal. Esta partilha, esta união, esta boa disposição… correu mesmo bem. Gostava de vir mais vezes.”Clara Coelho | CCF Viseu
“Acima de tudo, levo daqui a partilha. Conhecer, no global, toda a instituição. Ter a noção do todo. Levo uma riqueza maior, até espiritual: de ideias, de carisma, da própria instituição. Estarmos juntas, motivadas num mesmo objetivo.”Cristiana Boavida | CCF Guarda
“Foi um dia muito importante. Foi muito bom conhecemos os rostos das colegas das outras localidades. É muito bom sentirmos que não estamos sozinhas. Toda a equipa tem esta missão de chegar mais longe e continuar a fazer um trabalho de excelência.”
No final do encontro, foi ainda comunicada a nova direção da instituição, já nomeada pelo Instituto Secular das Cooperadoras da Família, aguardando apenas a sua oficialização pelas entidades civis e religiosas competentes.
Por IM









































